a vó rosa!
De via ter uns
quatro ou cinco anos.
Ela era bem esperta,
parecia leve, tinha cabelos grisalhos a branco, quando a conheci
Liso, fino. Pouca
abaixo dos ombros
recordo do pátio as galinhas. alguns gatos
escada de madeira, clara, limpa.
Usava um
vestido com flores miúdas, a casa a
esquerda e uma arvore mais a direita
Um pátio bem varrido,
mais a trás havia a lavoura e tinha um corredorzinho, uma trilha dentro da
lavoura que nos levava a um olho d’água
depois da rua
Uma rua
asfaltada que passava caminhões, era uma rua principal, avenida são bento,
havia dois caminhos para chegar a te a casa dela, um era esse, mas oferecia perigo,os
caminhões andavam em alta velocidade. Havia
um silo, passava o trem há uns 3 km. A samrig
(sociedade anônima de moinhos riograndense).
A outra a
mais usada, era de terra, após umas 5
quadras chegava em um campinho, algumas
vacas e tal, a 300 mts uma sanga, riacho pequeno, córrego, tinha uma ponte de madeira, enfim, gostava quando estava perto e passava um carro, ou
camionetas , isso é mais ou menos 1967... eu achava power!
Então andávamos
e logo tinha uma subida, e quando chovia abria valetas com a erosão,
eu e meu irmão Paulo gostavamos de brincar. Nossa mãe não deixava entrar quando tinha água nas
valetas com buracos maiores, eram realmente fundos
Subia a quilo
brincando, La encima a vila floresta, nossa mãe conversava com as
conhecidas, às vezes com a mãe, ia alguma vizinha, ou alguma tia. ou so nos mesmo brincando no caminho.
Portão de
madeira, não me lembro de flores, mas de arvores de laranja, cinamomo,
Na lavoura pés
de milho, mandioca, e mais alguma coisa, não lembro de horta,
lembro dela subindo as escadas de madeira com
algumas laranja, depois ela descascava , havia uma mesa de madeira, não tão
grande, ela pegava um prato aloçado, cortava
em pedaços , desbastando deforma que
ficavam não gomos grudados mas pedaços de laranja, nacos, colocava açúcar, comiamos garfando
os nacos,que boa recordação, e
as laranjas eram de
casa, quer dizer: era bom!
As vezes ela
fazia café de brasa, nessa época o fogão
era a lenha, acho ate que o fogão a gás
ainda não existia não sei. Sei que ela colocava
açúcar em um bule com brasa e
colocava água ou leite,
Ela era um
pouco quieta, de porte pequeno, já meu avo, era magro alto, conheci ele bem
pouco, ele morreu antes que avo Rosa, não sei direito, em foto
eu via eles com mais facilidade, eu não recordo direito para mim eles
foram mas não voltaram, por que não os vi em seu velório não existe isso na minha cabeça, existe eles, não um
fim, eles saíram de sena, acho que por eu ser muito criança eles acharam melhor fazer como fizeram. Estava tudo bem, de repente...
Lembro que
houve uma movimentação, era tipo sete dias.
Por mais que convivi
pouco com ela, à maneira dela ser, simples, me parece, recordando, que ela era de bom coraçao, às vezes cheiro de palheiro,
Eu tenho uma recordação da minha avo chegando perto de
mim, é difícil escrever, a imagem de cabelos brancos soltos, um cheiro suave, seu rosto se
aproxima do meu como se tivesse dando um abraço ou pegando no colo e a
imagem dilui, dissipa, o clima é
bom sem
tristeza, sem alegria, apenas é assim.
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